Neuromarketing é uma mistura das palavras neurologia e marketing, é um conceito relativamente novo dentro do mundo da publicidade e propaganda.

Antigamente as campanhas publicitárias eram desenhadas focadas apenas no produto, deixando o público completamente de lado.

Os comerciais de televisão e rádio interrompiam a programação, e as pessoas não tinham opção de “pular o anúncio” como temos hoje.

De lá para cá, muita coisa mudou, e hoje a coisa se inverteu, pois empresas e profissionais de marketing descobriram que o público é que tem que ser o centro das campanhas.

Como antes a propaganda era destinada a um público genérico, era um verdadeiro “atirar para todo lado” para acertar alguns clientes.

Hoje, o foco está no estudo da persona, nos seus desejos, sonhos, dificuldades e como o produto/serviço pode ajudá-la a ir do ponto A ao ponto B.

Com todo esse desenvolvimento e preocupação com o público, acabou-se chegando ao interesse de saber como a mente do cliente funciona na hora da compra.

Por que algumas pessoas optam por comprar o produto X, e não o produto Y, mesmo que eles sejam muito similares?

Pois é! É justamente para decifrar isso que o neuromarketing foi criado e desenvolvido.

O que você faria se soubesse como “persuadir” a mente do seu cliente corretamente a ponto de fazê-lo comprar sem pensar muito?

É justamente isso que as pesquisas, testes e novas soluções de marketing estão fazendo, estão literalmente mexendo com a cabeça das pessoas.

o que é neuromarketing

O que é Neuromarketing?

Por que o consumidor prefere uma marca em vez da outra? Por que ele compra um produto? Por que ele compra um produto sem pestanejar, mesmo que não esteja precisando daquele produto?

O Neuromarketing é o campo de estudo que procura responder esses questionamentos a partir dos fatores que influenciam o consumidor no ato da compra.

Esse termo teve origem nos anos 90, mais propriamente dito nas obras de Gerry Zaltman, da Universidade de Harvad.

Zaltman utilizou equipamentos de ressonância magnética para buscar entender o comportamento do cérebro humano quando estimulado por campanhas de marketing.

Esses experimentos foram extremamente importantes para a consolidação do neuromarketing como uma ferramenta de marketing nas campanhas publicitárias.

Portanto, o neuromarketing é um campo do marketing que procura analisar as emoções do consumidor no momento da decisão de compra ou não de produtos e/ou serviços.

Como funciona na prática?

Para entender o conceito de aplicação do neuromarketing, é necessário antes de tudo compreender que o processo de decisão de compra ocorre, na maioria das vezes, no subconsciente da pessoa.

Vale ressaltar que isso não é enganação ou manipulação, mas sim, entender como o cérebro humano funciona no ato da compra de determinado produto.

Entendendo como o cérebro reage a determinados estímulos fornece uma base forte para entender o subconsciente e, a partir disso, tomar ações que provoquem a mesma sensação quando alguém for comprar seu produto ou serviço.

Vamos aos exemplos para ficar mais claro…

Coca-Cola X Pepsi

Essa comparação é bastante conhecida no mercado e, sabemos bem que a “marca” Coca-Cola é dominante neste segmento.

Apesar disso, pesquisadores realizaram um estudo para viabilizar o impacto do neuromarketing no poder de decisão do cliente.

Esses pesquisadores utilizaram ressonância magnética funcional (FMRI) para avaliar a preferência dos consumidores entre essas duas marcas.

A pesquisa se consolidou em duas etapas:

Na primeira etapa, as pessoas experimentaram ambas as bebidas sem conhecimento de marca. As atividades cerebrais foram bastante equilibradas.

Na segunda etapa, as pessoas experimentaram dois copos com a mesma bebida, porém, apenas um copo possuía a marca estampada. O teste foi realizado tanto com a Coca como com a Pepsi.

O resultado foi que a região cerebral ligada a tomada de decisão foi mais ativada quando as pessoas bebiam o copo identificado como Coca-Cola, apesar do segundo copo ter o mesmo líquido.

Isso demonstra que a reativação da memória e os conceitos associados pela marca foram favorecidos a partir do momento que o consumidor sabia que estava bebendo uma Coca-Cola.

Portanto, a empresa Coca-Cola trabalha bem a percepção dos sentidos de tal modo que seu Branding já entrou por “osmose” no cérebro do consumidor.

Netflix

Outro exemplo clássico é a Netflix.

Acredito que você já tenha percebido que a Netflix oferece 30 dias para você testar a plataforma sem pagar nenhum centavo, certo?

Essa é uma estratégia que ativa o princípio da reciprocidade, um gatilho mental poderoso, que funciona e faz todo sentido para as grandes empresas.

Dar algo de graça e esperar algo em troca de forma espontânea.

Assinando a Netflix e se viciando naquela série maluca que você gosta no período de um mês, é o suficiente para você não querer sair mais de lá.

Então, é uma estratégia que muitas empresa utilizam hoje e que são beneficiadas pelo neuromarketing para poder dar certo.

Neuromarketing – Vantagens de usar esse conhecimento no negócio

o que é neuromarketing

O primeiro benefício de usar esse conceito em seu negócio é que a partir do conhecimento da mente do cliente, você conseguirá desenvolver/criar um produto que seja realmente útil para o público.

Outra vantagem é que você conseguirá fazer campanhas publicitárias mais engajadas, onde o público nem percebe que está diante de uma oferta, com isso o investimento e propaganda é bem menor.

E, por último, mas não menos importante, o público fica mais à vontade com ofertas onde ele percebe que tudo aquilo foi feito para ele, e não para o público em geral, existe um reconhecimento de personalidade por parte do cliente.

6 maneiras práticas de aplicar o Neuromarketing na sua estratégia

Agora que você entendeu o conceito e quais benefícios de usar no seu negócio, está na hora de ver como aplicar tudo na prática. Vamos lá?

1 – Gatilhos mentais

Sem dúvida, é a forma mais comum e conhecida do uso de elementos para persuadir as pessoas a tomarem alguma ação específica.

Através do uso de expressões e palavras específicas conseguimos atingir certas áreas do cérebro que despertam o desejo de realizar uma determinada ação.

Existem diversos gatilhos mentais, mas os mais utilizados são:

  • Escassez: Quando é necessário dar a entender que o produto/serviço é restrito a poucas pessoas. Para isso utiliza-se palavras como “vagas limitadas”, “não perca a chance”.
  • Autoridade: Quando se usa a imagem de uma pessoa de autoridade do nicho para indicar o produto/serviço. As pessoas entendem que se um expert indica é porque é bom e confiam em fazer a compra.
  • Urgência: Parecido com o de escassez, mas aqui o apelo é para o tempo curto que a pessoa tem para tomar a decisão: “Oferta por tempo limitado”, “Inscreva-se agora, antes que saia do ar”.

Aqui para fazer um uso correto de todos os gatilhos é importante estudar copywriting que é a forma de escrita persuasiva.

2 – Psicologia das cores

Outra forma de usar o neuromarketing para negócios é utilizando cores que mexam com as sensações do público.

Como o ditado diz que uma imagem vale mais que mil palavras, imagine então se ela estiver com a cor certa para aquele produto/serviço?

É exatamente isso que fazem grandes empresas como Coca Cola, Mc Donalds, e outras.

Dependendo do nicho de mercado, existe sempre uma cor que poderá associar o produto/serviço na cabeça do público.

De forma geral temos:

  • amarelo: euforia, vibração positiva
  • azul: confiança, segurança, calma, relaxamento
  • branco: transparência, espiritualidade
  • laranja: sentimento agradável, amigável, calor, energia
  • preto: luxo, austeridade
  • rosa claro: romance, delicadeza,
  • rosa escuro: alegria, jovialidade;
  • roxo: inovação, inteligência, esoterismo, ocultismo
  • verde: tranquilidade, serenidade, cura
  • vermelho: emoção, paixão

Veja que cores quentes despertam euforia, enquanto que as cores frias tendem a acalmar e relaxar, a partir disso já dá para fazer uma boa escolha de acordo com o nicho de mercado.

3 – Storytelling

É a arte de contar estórias que criem conexão com o público, seja através de personagens reais (pessoas que usarem o produto), ou criando uma personagem fictícia que tem todas as características da persona.

Aqui, ao invés de vender o produto/serviço diretamente, você cria uma estória, onde alguém resolveu seus problemas utilizando a sua oferta.

É importante usar uma linguagem que seja reconhecida e aceita pelo público, pois ali está representado alguém que tem as mesmas necessidades.

4 – Ajude antes de vender 

Atualmente, as pessoas não querem saber de propagandas vazias falando apenas do produto/serviço.

É importantíssimo e faz parte da estratégia de marketing de conteúdo, que o público receba informações relevantes e que ajudem ele em sua trajetória.

A partir de peças de marketing como artigos em blogs, vídeos no Youtube, postagens nas redes sociais é criada uma conexão com o público que vai ficando pronto para receber a oferta direta.

Apenas fazer ofertas diretas espantará as pessoas, então primeiro crie um vínculo para depois oferecer.

5 – Design é confiança

Ter um design definido e bonito é importantíssimo para passar confiança e segurança ao público.

As pessoas gostam de entrar em um blog bonito, com cores que se conectam com o assunto, bem como ter essa identidade em todas suas mídias.

Além de passar profissionalismo para o público você cria um vínculo visual com sua marca/produto.

6 – Menos é mais

Sempre achamos que ter vários produtos para oferecer é uma maneira de não perder vendas.

Mas, isso pode ter um efeito contrário no público, que diante de tantas ofertas acaba não conseguindo se decidir.

Assim, atenha-se a ter um produto principal, e apenas produtos complementares, para não fazer concorrência para si mesmo.

Essas são as principais formas de usar o neuromarketing dentro do seu negócio, para atrair e engajar o público.

4 mentiras sobre o neuromarketing

Acredito que, por ser algo relativamente novo e por lidar com o subconsciente da pessoa, é normal que surjam mitos e mentiras relacionadas ao neuromarketing.

Vamos conhecer algumas dessas mentiras:

Manipulação extrema

O conceito de manipulação é meio pesado para associá-lo ao neuromarketing.

A verdade é que não há manipulação, mas sim, um foco maior nos desejos do cliente e assertividade da comunicação para mostrar que aquele produto é pra ele ou não.

É focar nas dores do potencial cliente e mostrá-lo que ele precisa daquela solução.

Botão de compra

Muitos pregam por ai que o neuromarketing é capaz de acionar um botão de compra na mente do cliente e, fazê-lo sair por ai gastando como um louco.

Muito pelo contrário, o objetivo do neuromarketing é fazer o potencial cliente entender que determinado produto é a solução que ele busca, e que ele possa fazer a compra com maior assertividade.

Só grandes empresas podem utilizar

Outro grande mito existente é que só grandes empresas podem fazer uso dessa estratégia.

Um ledo engano. Afinal, o que mais encontramos atualmente são empresas e pequenos empresários fazendo uso dos famosos gatilhos mentais para poder escalar e vender muito mais seus produtos.

Mudança de comportamento

É um mito que carrega um pouco de verdade.

Há de fato uma mudança de comportamento por parte do potencial cliente, porém, nada exacerbado.

O objetivo central do neuromarketing não é mudar o comportamento, mas, na verdade, despertar o consumidor para a necessidade de resolver um problema e encontrar a solução de forma assertiva.

Conclusão

Você viu neste artigo uma explicação sucinta e poderosa sobre o que é neuromarketing.

Viu também que não precisa ser uma grande empresa para aplicar os conhecimentos dessa área.

Então parta para a ação e comece a aplicar agora mesmo.

Espero que este artigo tenha lhe ajudado a entender e utilizar os elementos de neurologia na sua estratégia de marketing e assim melhorar os resultados do seu negócio!

Grande abraço e até a próxima!

Sobre o Autor

Wilker Costa
Wilker Costa

Formado em computação e apaixonado por empreendedorismo. Desde cedo buscando sempre inovar e trazer as melhores soluções para seus clientes. Escreve regularmente sobre marketing digital e acredita que esse é o caminho para a liberdade financeira e para a construção de uma sociedade mais empreendedora!

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